Nunca comunguei das suas ideias e infelizmente também do seu jeito natural para a escrita. Foi um génio no seu tempo e será ainda mais depois da sua morte, quando as suas obras foram devidamente estudadas. Trata-se de um nome maior da nossa cultura e é assim que deve ser tratado, independentemente de todas as polémicas que marcaram o seu fim de vida. Ter-nos deixado o "Memorial do Convento", o "Ensaio sobre a Lucidez" ou "O ano da morte de Ricardo Reis", é já por si uma dívida que mesmo em morte nunca lhe vamos poder pagar.
Paz à alma de José Saramago, que seja homenageado como bem o mereceu e que finalmente possa encontrar Deus - para que acertem as suas contas e para que seja recompensado por toda a genialidade que trouxe à terra.

