
Vou estar à conversa com a escritora (e presidente dos Jovens Escritores de Portugal) Diana Mendonça, numa animada conversa sobre livros e jovens autores. Tudo no sítio do costume, à hora do costume. A não perder.

Vou estar à conversa com a escritora (e presidente dos Jovens Escritores de Portugal) Diana Mendonça, numa animada conversa sobre livros e jovens autores. Tudo no sítio do costume, à hora do costume. A não perder.

Sou de uma terra onde ainda há meia-dúzia de anos os meninos comiam sopas de cavalo cansado (vinho, mel e broa), onde é usual as pessoas beberem um ou dois copos de vinho ao almoço e ao jantar, e onde é normal um tipo beber um whisky ao café depois do jantar. Aqui em Lisboa, de onde vos escrevo, as coisas não são bem assim.
Para os lisboetas não é normal um jovem comer uma sopa de cavalo cansado. Mas deixarem uma criança de 12, 13 ou 14 anos sair para as discotecas de Santos, isso já é normal - sabendo toda a gente que estas crianças não vão consumir gin, whisky ou vinho, mas sim absinto, vodka e shots feitos de misturas de bebidas destiladas com licores.
Também é normal, por exemplo nos estudantes universitários, apanharem bebedeiras de caixão à cova. Se um tipo bebe um ou dois whyskys por dia, depois do jantar, é alcoólico - mas se bebe 14 whiskys à sexta-feira à noite e mais 14 ao sábado, então já é um jovem normal. A bebedeira semanal, no pequeno cérebro do lisboeta, é mais legítima do que o consumo regular e moderado de bebidas alcoólicas.
Quanto mais urbanos nos tornamos, parece que nos tornamos também mais parolos. Os jovens não gostam de vinho, e os que até gostam não percebem patavina do assunto, e pior do que isso: sustentam as suas bebedeiras em bebidas de merda. Ou vão-me dizer que é mais alcoólico o tipo que bebe whisky do que o que bebe vodka?