
Há pessoas que são como o sushi. Quando se gosta fica-se viciado. Não importa se estamos enfartados de cozido à portuguesa ou de favas com entrecosto (que já são outro tipo de gente, que enche muito mais e demora a digerir!), há sempre lugar no estômago para aturar um sahimi ou um nigiri de salmão, o mesmo quer dizer um bom sorriso e aquela conversa que não cansa nem nos dá quebras de tensão ou azia. Há quem lhe chame boa aura, eu também acho que sim... mas há mais outra coisa: um tempero especial, uma doçura que não enjoa, um picante que não nos agride, um travo a sal que não nos "hipertensa".
Essas pessoas podem entrar em minha casa e sentar-se à mesa comigo todos os dias, que eu não me importo nada. Já as caldeiradas, as grãozadas, as feijoadas, as batatas fritas e afins... Há que fazer um menu equilibrado.
