18.6.10

Nunca comunguei das suas ideias e infelizmente também do seu jeito natural para a escrita. Foi um génio no seu tempo e será ainda mais depois da sua morte, quando as suas obras foram devidamente estudadas. Trata-se de um nome maior da nossa cultura e é assim que deve ser tratado, independentemente de todas as polémicas que marcaram o seu fim de vida. Ter-nos deixado o "Memorial do Convento", o "Ensaio sobre a Lucidez" ou "O ano da morte de Ricardo Reis", é já por si uma dívida que mesmo em morte nunca lhe vamos poder pagar.

Paz à alma de José Saramago, que seja homenageado como bem o mereceu e que finalmente possa encontrar Deus - para que acertem as suas contas e para que seja recompensado por toda a genialidade que trouxe à terra.

 

 

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17.6.10


Vou estar à conversa com a escritora (e presidente dos Jovens Escritores de Portugal) Diana Mendonça, numa animada conversa sobre livros e jovens autores. Tudo no sítio do costume, à hora do costume. A não perder.

 

On-line aqui.

 

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30.4.10

de iPads vendidos nos E.U.A. Podem acompanhar a contagem aqui.

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«A ministra da Cultura afirmou hoje na inauguração oficial da 80.ª Feira do Livro de Lisboa que o certame evidencia o peso económico do sector editorial na criação de riqueza.» Público.

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29.4.10

 

Domingo, 2 de Maio
16h00 - José Luís Peixoto
18h00 - Possidónio Cachapa
19h00 - Afonso Cruz

Quarta-feira, 5 de Maio
18h30 - Praça Amarela - Apresentação de Odes, de Píndaro,

com leituras de Pedro Paixão.

Sexta, 7 de Maio
18h00 - Afonso Cruz e Alexandre Borges
19h00 - Pedro Castro

Sábado, 8 de Maio
16h00 - Pedro Passos Coelho
17h00 - Eduardo Pitta
19h00 - João Pombeiro

Domingo, 9 de Maio
19h00 – João Pombeiro

Sábado, 15 de Maio
16h30 - António Manuel Venda (com o seu novíssimo livro, O Sorriso Enigmático do Javali)

e Alexandre Borges

Domingo, 16 de Maio
16h00 -
Luis Naves

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«Não gosto do mundo literário, não gosto de escritores enquanto pessoas. Quase todos os grandes escritores eram uns estupores. Só há um ou outro caso de boas pessoas a escrever literatura, como Tchekhov. No meio literário - o lado da literatura enquanto espectáculo - só me infiltro por necessidade. Num mundo ideal não daria entrevistas, não faria lançamentos de livros.»

 

Pedro Mexia, em entrevista ao i

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28.4.10

A entrevista foi ontem e pode ser vista aqui.

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27.4.10

 

 

Estarei no programa E2, coordenado pela escola superior de jornalismo, a ser entrevistado por causa do meu novo livro. Este chama-se Manifesto Contra a Racionalidade e pode ser comprado em qualquer FNAC, Bulhosa/Leitura e outras casas do livro pelo país.

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23.4.10

Por causa do 20º aniversário do jornal, no Público.pt com Gonçalo M. Tavares.

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22.4.10

Agora já o pode devolver. Trata-se de uma iniciativa inédita da Editorial Presença. E está tudo explicado aqui.

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21.4.10



Estive há poucos dias a colocar alguma publicidade na minha pequena, mas muito bem cuidada, revista diária de cultura on-line, onde um dos nossos parceiros publicitários é a FNAC. Quando tive a seleccionar os banners que queria colocar no site, apareceram imediatamente os leitores de e-books - todos eles muito bonitos, em várias cores e ao preço de uma qualquer máquina fotográfica digital baratinha. No outro dia navegava pela internet e fui dar a um blogue português só de comparação de leitores de e-books. Já ontem à noite fui investigar o misterioso mundo dos torrents, e dei por mim a perceber que existem centenas de milhares de e-books gratuitos (provavelmente pirateados), que podemos fazer download em apenas alguns minutos. Por fim, hoje de manhã acordei e quando fui ver os mails das editoras para enviar para a redacção, encontrei um convite da Babel e da Samsung, para uma apresentação de um novo leitor de e-books na livraria da antiga Verbo.

 

Podemos dizer que gostamos mais do livro normal, que é bonito mostrarmos uma esbelta biblioteca na nossa sala ou escritório, que ler em papel tem um significado e um prazer muito mais forte do que ler em formato digital, ajudado por uma máquina que nos faz doer mais os olhos, que precisa de ser carregada todos os dias, que nos obriga a fazer downloads na internet e que para isso nos prende à ditadura do wireless. Tudo isto é verdade. Mas também é verdade que hoje mudamos muito mais de casa do que antigamente, logo não queremos andar com centenas ou milhares de livros às costas sempre que isso acontece, e também é verdade que estamos em crise e que o preço do e-book vai ser inevitavelmente mais barato do que o preço do livro convencional. Por fim, existe ainda a pirataria que inevitavelmente vai fazer a vida negra aos autores e aos editores - se pensarmos bem a indústria do cinema ainda tem as salas de cinema e os direitos televisivos, a música ainda tem as rádios e as televisões a pagarem direitos de autor e os músicos podem dar concertos, pelos quais são muito bem pagos. Mas e os escritores? Vão viver de quê? De apresentações e sessões de autógrafos?

 

Mas se hoje já somos muitos os autores e editores que nos preocupamos com a inevitabilidade da invasão do mercado livreiro pelos e-books, o mesmo não acontece com a imprensa. Todos sabemos que o jornal i está com graves problemas, que o SOL vai sobrevivendo como consegue, que a FHM acabou, que muitos jornais regionais estão a fechar e que o Público continua a dar prejuízo. Mas alguém já se perguntou porquê? Será porque o on-line já tem mais leitores do que o papel? Será porque a publicidade no on-line é muito mais barata? Será porque no on-line as pessoas conseguem em menos tempo absorver mais informação e apenas aquela que lhes interessa? Provavelmente será por tudo isto e ainda mais algumas coisas.

 

A ditadura do digital, do on-line e do social media vieram para ficar. Cada vez mais os jornais vão ter que inovar, construir formatos para leitores de e-books e ipad, apostar em força nas redes sociais e ir abandonando o papel. Isto porque durante muitos anos ainda podem existir muitas pessoas que gostem de ter livros em casa e dos ler em papel, mas isso não vai acontecer com a impressa - quantos de vocês gostam de amontoar jornais velhos na sala e na casa de banho?

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14.4.10

«Excepcional e engenhoso monólogo, o livro de Brendan Behan é um solilóquio tão emotivo quanto humorístico sobre a cidade de Nova Iorque, que o autor considera (eu também) o lugar mais fascinante do mundo.
Nada – diz Behan – pode comparar-se a essa cidade eléctrica, que é o centro do universo. O resto é silêncio, flagrante obscuridade. "Depois de ter estado em Nova Iorque", diz Behan, "qualquer pessoa que regresse a casa dar-se-á conta de que o seu lugar de origem é bastante escuro."
A mim acontece-me sempre isto quando deixo Nova Iorque e regresso à minha cidade, e este livro de Behan é em parte culpado de isso me acontecer, porque o livro deixou em mim uma estranha "saudade" de bares onde nunca entrei.»

Enrique Vila-Matas, «Prefácio»

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12.4.10

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9.4.10

Amanhã (10 de Abril de 2010, Sábado) terá lugar no Museu da Electricidade em Lisboa, às 16h30, a tertúlia intitulada "Luísa Ducla Soares: 100 Livros + 1” com a presença da autora e participação de Teresa Lima (ilustradora), Daniel Completo (músico) e Joana Ferreira da Silva (coordenadora editorial da Civilização Editora).
 
O evento será coordenado por Rita Pimenta (jornalista do Público) e contará ainda com a participação especial de Cristina Paiva, da Andante.

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8.4.10

«A saga Harry Potter terminou com a publicação do sétimo livro de Rowling - “As Relíquias da Morte” - que será adaptado para o grande ecrã em duas partes. A autora tinha afirmado que o sétimo livro seria o último, mas admite agora voltar a escrever sobre a personagem que lhe deu fama mundial e muitos milhões.»

 

Jornal i

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31.3.10

 

 

Francisco Vale é editor da Relógio D'Água, uma das editoras portuguesas mais reconhecida pela qualidade das suas obras, e para além disso é também bloguer, mantendo o seu sítio on-line constantemente actualizado com informações e comentários sobre o mundo editorial e livreiro português. Nem sempre concordo com as suas análises, mas é um colega que gosto de ler.

Foi com muito agrado que descobri na bookhouse do Saldanha Residence este seu "Autores, Editores e Leitores", que junta muitos dos textos do seu blogue, alguns originais e também algumas memórias dos tempos como jornalista. Gostei da organização do livro e do tom irónico e satírico das suas reflexões. Por vários momentos dei por mim a rir-me da triste realidade deste nosso mundo dos livros em Portugal.

Partilho com o Francisco Vale esta estranha triologia de sentimentos em relação ao livro digital: entusiasmo, desafio e medo. Gostei especialmente dos conselhos que o autor deixa a todos aqueles que se pretendem tornar escritores e publicar a primeira obra.

No entanto, quem comprar este livro à procura de um manual de introdução à edição irá sair frustrado. Aqui existem muitas piadas dirigidas ao meio, alguma linguagem mais ou menos técnica e muita opinião pessoal. A obra vale pelo poder das suas crónicas. A não perder.

 

 

Editor: Relógio D'Água

Autor: Francisco Vale

Ano: 2009

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29.3.10

o Alvim e a Cátia Simão entrevistaram o Rui Zink. falaram de amor e do novo livro do Rui. pelo meio ainda referiram um livro que apresentaram juntos.

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Ana Anes

Ana Anes nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta “bombista-literária” em que não se levando a sério - porque a vida já é demasiado pesada por si mesma...
Tem dois livros publicados, e já escreveu em vários órgãos de imprensa, como O Independente, Destak, DNA, Maxmen, Correio da Manhã e Playboy. Os seus blogues já deram muito que falar.
Ana Santiago

Primeiro queria ser médica de autópsias, depois teve a mania de ser jornalista e apaixonou-se pela rádio, acabou por dedicar-se ao serviço público e vive uma relação passional com Lisboa, como sede no poder local, onde editou a Agenda Cultural.
Licenciada em Comunicação, resignou-se ao facto de pouco mais saber fazer na vida do que comunicar, de manhã à noite, com toda a gente e, se mais ninguém houver por perto, com ela mesma. Acredita que é com o coração.
Cátia Simão

Foi em véspera de uma Sexta-Feira 13 de Setembro que sua mãe conheceu o rosto enrugado e percebeu que não era o David (sobre o qual) tanto conversara durante 9 meses. Daí para a frente foi muitos nomes a até se assentar como Cátia. Cresceu pensando que iria ser modista, mas não tinha muito jeito para fazer costuras e braguilhas. Virou-se para a arqueologia e seguiu outro caminho, a música, os filmes e a rádio. Seguiu-se dos seus amores de garota. Ainda hoje procura as agulhas do seu giradiscos portátil na bainha de um vestido rosa da moda. É muito feliz e gosta de sorrir.
Cláudia Köver

Tem os ensinamentos anglo-saxónicos cravados nas sardas e o amor às artes nas pontas dos dedos. O gosto pela manta das Relações Internacionais, adquirido pelos retalhos da herança familiar, consome-se nas almofadas do mestrado. Seguiu um coelho branco e calçou os saltos de jornalista EM que de momento lhe assentam os pés. Deixou pequenas pegadas nas páginas da “Pública”, da revista “Nós” do Jornal i, do Jornal Briefing e da televisão Arte. Incapaz de se manter fiel ao amor por um só par de sapatos, fez cursos em instituições europeias e teve aulas de representação em palco poeirento. Infelizmente, não teve dom para fazer dinheiro como viajante, mas soma este aos restantes vícios: desde a última tarde de 86 que não se inibe de sorrir e sonhar.
Inês Leão

Registada na bela freguesia de Mem Martins, Inês teve uma infância feliz, até ao dia que teve de abandonar o ballet por ter as pernas tortas (erro que nunca foi corrigido pelas botas ortopédicas ora azuis ora castanhas, que usou até tarde). Sempre gostou muito de desenhar, tendo como maiores influências os filmes clássicos da Disney, a Barbie e o seu pai. Quando teve de escolher a sua área optou por artes, por não ter matemática, não fazendo ideia que teria de gramar com geometria descritiva. É recém-chegada no design e o seu sonho é ser uma designer de sucesso, trabalhando a partir do seu iate privado na marina da Costa Nova, na Ria de Aveiro.
João Gomes de Almeida

Divide o tempo entre a editora e revista on-line Nicotina, o Perguntas Proibidas na Rádio Europa e o seu pequeno bar / livraria Les Enfants Terribles, no Saldanha Residence. Já lançou dois livros, quer casar e ter filhos.
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Nuno Miguel Guedes

Nuno Miguel Guedes nasceu em Lisboa em 1964. Jornalista, esteve no inicio de O Independente, de onde saiu em 1990 para a revista Kapa, de que foi co-fundador e co-afundador. Escreve para várias publicações e é colaborador pemanente da revista Visão (cultura) Letrista sempre que o deixam, guionista de televisão, bloguista, DJ ocasional, anglófilo, fanático da Académica e de livros. Nos tempos livres pratica o dry martini.
Pedro Rainho

Nasceu no iníco da década de 60, na vila de Sintra. Filho de família aristocrata, cedo forçou-se a desiludi-la. Aos 14 anos já estava ilegalmente no MRPP, onde foi companheiro de luta académica de Durão Barroso, na Faculdade de Direito. Mal acabou o curso viu nascer Abril e ingressou no jornalismo. Tornou-se barbudo e descobriu o fado, a monarquia e os touros. Por esses quatro motivos entrou com o Nuno Miguel Guedes no PPM e dedicou-se ao jornalismo como paquete de Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso n'O Independente. Escreveu três ensaios sobre literatura russa medieval, traduzidos em mandarím e tchecheno. Deu aulas na Independente e consumiu marijuana com o comandante Zapata, durante uma fotoreportagem. Tudo isto é mentira - mas bem que podia ser verdade, não tivesse ele nascido na década de oitenta e ser um jovem jornalista precário. É o que dá ser novo.
Tomás Vasques

Advogado de profissão, não se deixou enclausurar em códigos e barras. Arrumado na prateleira da esquerda pela natureza das coisas, desenvolveu na juventude – ainda as mil águas de Abril não tinham chegado – gostos exóticos, onde se incluíam chineses, albaneses e charros alimados. Navegou por vários territórios: da pintura à América Latina, da escrita à actividade política. Gosta de rir, de cozinhar, de Roberto Bolaño, de amigos, cerveja e peixe fresco. Irrita-se com a intolerância e o autoritarismo. É agnóstico. Apesar da idade, ainda não perdeu o medo do escuro, do sobrenatural e das ditaduras.
 
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