20.7.10


Se ele tivesse morrido após o quarto hit todas as restantes músicas que lhe compuseram os primeiros anos de carreira ficariam para a história e, hoje, sonharíamos com a possibilidade de "ver Prince ao vivo". Não lhe desejo males mas, como o senhor manteve o ar nos pulmões e a pulsação, o facto de Prince ser "cabeça de cartaz" não me faz suspirar. Permanece a curiosidade que nos fez esperar pelo momento em que caiu a chuva purpura mas não nos levou a comprar bilhete, nem a chorar lágrimas rochas por mais um acorde.

A Ana Moura cantou quase tanto em duas músicas quanto o senhor que se passeou pelo palco durante uma hora e tal no seu, já conhecido ,fato branco.
-"Mas eu vim ver Ana Moura?"
-"Não, mas o Prince gosta"
Primeira conclusão: O Prince gosta de Ana Moura, o seu público-alvo nem sempre.

 

O tempo tem passado despercebido por este artista, deixando o assemelhar-se a um ícone embalsamado (mas que não é icóne porque está vivo, tendo em conta que para estar embalsamado convém estar morto).
"Que horas são?" perguntou pelo menos quatro vezes.

Segunda conclusão: O Prince é pago ao minuto. Como não tem músicas para encher uma hora e meia esticou o purple rain o tempo suficiente para eu ouvir três minutos de música, encontrar o carro e chegar a Lisboa.

 

Lembrei-me de Madonna - a mulher que não tem de morrer, porque já é um ícone em vida. E outros grandes artistas que viveram longos anos (alguns desapareceram , tornando-se "mortos vivos"). O que gosto no Prince, ao nível musical, tem pelo menos vinte anos de existência mas ele não admite desaparecer.

Terceira conclusão: O Prince chama-se mesmo Prince, mas não é rei. É um cantor que quer ser icóne, mas apenas três ou quatro das suas músicas alcançaram esse estatuto.

 

Para conclusões pertinentes, por favor consultar República do Caústico.

 

link do postPor Cláudia Köver, às 14:40  ver comentários (6) comentar

18.6.10

Nunca comunguei das suas ideias e infelizmente também do seu jeito natural para a escrita. Foi um génio no seu tempo e será ainda mais depois da sua morte, quando as suas obras foram devidamente estudadas. Trata-se de um nome maior da nossa cultura e é assim que deve ser tratado, independentemente de todas as polémicas que marcaram o seu fim de vida. Ter-nos deixado o "Memorial do Convento", o "Ensaio sobre a Lucidez" ou "O ano da morte de Ricardo Reis", é já por si uma dívida que mesmo em morte nunca lhe vamos poder pagar.

Paz à alma de José Saramago, que seja homenageado como bem o mereceu e que finalmente possa encontrar Deus - para que acertem as suas contas e para que seja recompensado por toda a genialidade que trouxe à terra.

 

 

link do postPor João Gomes de Almeida, às 18:24  ver comentários (4) comentar

17.5.10

 

Saibam mais aqui.

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link do postPor João Gomes de Almeida, às 22:18  comentar

31.3.10

Rui Zink sobre o seu muito recente "O Anibaleitor"

 

Qual é para si o real poder da leitura?
Ora bem. Não sei. Ninguém sabe. Diz-se tanta coisa. Mas acho que, num mundo confinado e amiúde hostil, a arte das letras que formam desenhos e dançam no nosso espírito é um dos melhores caminhos para uma vida plena. A vida humana vale cada vez menos. Ser é nada, dizem os monstros? Então talvez faça sentido responder: num mundo onde ser é cada vez mais nada, ler é cada vez mais tudo.

 

Soube que também está a escrever um novo livro. Poderia revelar algo sobre ele, por exemplo a história e o mês de lançamento?
É um romance alquímico, que traz encriptada a chave do totoloto para os próximos trinta anos. Quem for capaz de ler com atenção, nunca mais tem preocupações. O mês não faço ideia, suponho que Outubro. Mas também pode ser que, no momento da afinação, descubra que o carro ainda não está em condições de ir para a pista. A partir de certa altura, uma pessoa só deve publicar livros nos quais acredita mesmo. É o caso deste, não garanto que seja o do próximo.

 

Diário Digital

link do postPor João Gomes de Almeida, às 17:02  ver comentários (1) comentar

4.3.10

Esta sexta-feira, 5 de Março, às 21h30

João Gomes manifesta-se contra a racionalidade

Na Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de S. João da Madeira realiza-se, nesta sexta-feira (5 de Março), pelas 21h30, a apresentação, por João Villa Lobos, do livro "Manifesto Contra a Racionalidade", do sanjoanense João Gomes de Almeida.

“Vivemos cada vez mais num Portugal racional. Faz falta irracionalidade ao nosso país, desta forma fizemos um manifesto. Em sete pontos (amor, amizade, família, crianças, trabalho, sexo e poesia) tentamos explicar aos portugueses o que é ser irracional”, explica o autor.

João Gomes de Almeida nasceu em S. João da Madeira, no ano de 1987. Foi presidente da Associação de Estudantes e membro da Assembleia de Escola da Escola Secundária João da Silva Correia, líder da Juventude Socialista de S. João da Madeira e candidato à Assembleia de Freguesia.

Vive há cinco anos em Lisboa, tendo-se dedicado ao jornalismo. Foi o primeiro jornalista português a ter uma crónica sobre blogosfera, na revista Magazine Grande Informação. É locutor do programa Perguntas Proibidas, na Rádio Europa, dirigiu o jornal regional Portal Lisboa e é o actual director da revista cultural Nicotina Magazine. Foi editor de política da Chiado Editora, tendo editado livros de Manuel Monteiro, Paulo Estêvão e Eduardo Correia, entre outros.

Depois de "Mulheres 2.0" (o seu primeiro livro), lança agora "Manifesto Contra a Racionalidade", editado pela Nicotina Editores, que foi apresentado em Fevereiro em Lisboa pelo escritor Rui Zink e que contou com o seguinte comentário do apresentador de televisão Fernando Alvim: “este Manifesto Contra a Racionalidade está de tal modo bem escrito que me apetecia ter sido eu a escrê-lo".

 

Jornal Labor

link do postPor João Gomes de Almeida, às 12:29  comentar

3.3.10

Será o meu regresso à minha terra natal. Na biblioteca municipal irei apresentar o meu último livro "Manifesto Contra a Racionalidade". Durante a tarde estarei na Escola Superior de Jornalismo e Comunicação Social de Lisboa, a ser entrevistado para a RTP2.

link do postPor João Gomes de Almeida, às 21:20  comentar

25.2.10

Qual dieta? Hoje comi cozido à portuguesa e ainda tenho um jantar de aniversário. Ninguém merece isso, muito menos o quilo de maçãs que está a apodrecer no frigorífico lá de casa. Para os menos atentos vão lá ler um bocadinho da Nicotina, aquilo tem informação cultural, mas não é só para intelectuais de cachimbo. Pode-se fumar e tudo.

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link do postPor João Gomes de Almeida, às 19:47  comentar

24.2.10

«Vivemos na era do «Ídolos», da «Floribela» e do «Perfeito Coração», vivemos na era da massificação da informação – perante esta constatação os jornais optaram por escreverem conteúdos para as massas. Olhamos atualmente para os nossos jornais referência e vemos menos cultura e mais entretenimento, menos crónicas e mais social. Este foi o erro – escrevendo para as massas os jornais deixaram escapar o público que efetivamente os consumia.»


Ver mais aqui


(Escrita com o acordo ortográfico)

link do postPor João Gomes de Almeida, às 17:28  comentar

 

"PELA JANELA ENTRA o rumor do mar misturado com os risos dos últimos noctívagos, um barulho que talvez seja o dos empregados a levantar as mesas da esplanada, de vez em quando um carro que circula com lentidão pelo Passeio Marítimo e zumbidos abafados e inidentificáveis que provêm dos outros quartos do hotel. Ingeborg dorme; o seu rosto parece o de um anjo a quem nada perturba o sono; em cima da mesinha-de-cabeceira há um copo de leite que ela nem provou e que ainda deve estar quente, e ao pé da sua almofada, meio coberto pelo lençol, um livro do detective Florian Linden, do qual apenas leu umas duas páginas antes de tombar adormecida. A mim acontece-me exactamente o contrário: o calor e o cansaço tiram-me o sono. Geralmente durmo bem, entre sete e oito horas diárias, embora seja raríssimo deitar-me cansado. De manhã acordo fresco que nem uma alface e com uma energia que não diminui ao fim de oito ou dez horas de actividade.  Que eu me lembre, foi sempre assim; faz parte da minha natureza. Ninguém mo inculcou, simplesmente sou assim e com isso não quero sugerir que seja melhor ou pior do que outros; a própria Ingeborg, por exemplo, que aos sábados e domingos só se levanta depois do meio-dia e durante a semana só uma segunda chávena de café – e um cigarro – consegue acordá-la totalmente e empurrá-la para o trabalho. Esta noite, porém, o cansaço e o calor tiram-me o sono. Também, a vontade de escrever, de registar os acontecimentos do dia, me impede de me meter na cama e apagar a luz."

 

Pré-publicação do III Reich na Nicotina Magazine

link do postPor João Gomes de Almeida, às 16:00  comentar

 

on-line de alta cultura.
Subversivo, pós-revolucionário e viciante.”

 

Faça o que fizer, inspire por favor.

Por Claudia Köver

 

Nasceu um novo Porto.

Por Nuno Gouveia.

 

Agnostalgia

Por Nuno Miguel Guedes

 

link do postPor João Gomes de Almeida, às 18:42  comentar

13.2.10

Carregue na imagem para ver em grande.

Lançamento de livro duplo.

De um lado: "30 poemas de amor escolhidos" e prefaciados por João Villalobos.
Do outro lado: "Manifestro Contra a Racionalidade" de João Gomes de Almeida.

Domingo, dia 14 de Fevereiro pelas 21h30

 
Apresentações a cargo de Fernando Alvim e Rui Zink

bar & livraria "Les Enfants Terribles" nos Cinemas das Galerias Saldanha Residence - Lisboa

Não falte!
link do postPor João Gomes de Almeida, às 14:32  comentar

9.2.10

Jornal de Notícias de Portugal e do Mundo | iOnline

 

"Chama-se Nicotina a editora criada por João Gomes de Almeida, que aposta na venda de livros online e num portal de informação cultural com atualização diária nas áreas da literatura, artes e espetáculos."

Jornal i

 

Diário de Notícias

 

"A nova editora, que se apresenta no seu blogue (http://editoresnicotina.blogspot.com) como "viciante, subversiva e pós-revolucionária", lança no dia 14 o primeiro livro: uma edição dupla de bolso que reunirá a colectânea 30 Poemas de Amor em Português (selecção de João Villalobos) e Manifesto da Irracionalidade, do próprio editor."

 

Diário de Notícias

 

"A par da editora, João Gomes de Almeida criou também aquilo que define como “o primeiro magazine online de alta cultura” (www.nicotinamagazine.net), no qual os visitantes poderão ler crónicas, notícias e entrevistas relacionadas com as diversas áreas culturais e também das principais actividades da blogosfera nacional."

 

Briefing

 

 

"Definindo-se como o «Primeiro magazine online de alta cultura: Subversivo, pós-revolucionário e viciante», este projecto é dirigido por João Gomes de Almeida, um dos sócios da «Les Enfants Terribles», empresa recém-proprietária dos espaços de bar livraria nos cinemas Medeia em Lisboa."

 

Diário Digital

 

link do postPor João Gomes de Almeida, às 16:22  comentar


Ana Anes

Ana Anes nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta “bombista-literária” em que não se levando a sério - porque a vida já é demasiado pesada por si mesma...
Tem dois livros publicados, e já escreveu em vários órgãos de imprensa, como O Independente, Destak, DNA, Maxmen, Correio da Manhã e Playboy. Os seus blogues já deram muito que falar.
Ana Santiago

Primeiro queria ser médica de autópsias, depois teve a mania de ser jornalista e apaixonou-se pela rádio, acabou por dedicar-se ao serviço público e vive uma relação passional com Lisboa, como sede no poder local, onde editou a Agenda Cultural.
Licenciada em Comunicação, resignou-se ao facto de pouco mais saber fazer na vida do que comunicar, de manhã à noite, com toda a gente e, se mais ninguém houver por perto, com ela mesma. Acredita que é com o coração.
Cátia Simão

Foi em véspera de uma Sexta-Feira 13 de Setembro que sua mãe conheceu o rosto enrugado e percebeu que não era o David (sobre o qual) tanto conversara durante 9 meses. Daí para a frente foi muitos nomes a até se assentar como Cátia. Cresceu pensando que iria ser modista, mas não tinha muito jeito para fazer costuras e braguilhas. Virou-se para a arqueologia e seguiu outro caminho, a música, os filmes e a rádio. Seguiu-se dos seus amores de garota. Ainda hoje procura as agulhas do seu giradiscos portátil na bainha de um vestido rosa da moda. É muito feliz e gosta de sorrir.
Cláudia Köver

Tem os ensinamentos anglo-saxónicos cravados nas sardas e o amor às artes nas pontas dos dedos. O gosto pela manta das Relações Internacionais, adquirido pelos retalhos da herança familiar, consome-se nas almofadas do mestrado. Seguiu um coelho branco e calçou os saltos de jornalista EM que de momento lhe assentam os pés. Deixou pequenas pegadas nas páginas da “Pública”, da revista “Nós” do Jornal i, do Jornal Briefing e da televisão Arte. Incapaz de se manter fiel ao amor por um só par de sapatos, fez cursos em instituições europeias e teve aulas de representação em palco poeirento. Infelizmente, não teve dom para fazer dinheiro como viajante, mas soma este aos restantes vícios: desde a última tarde de 86 que não se inibe de sorrir e sonhar.
Inês Leão

Registada na bela freguesia de Mem Martins, Inês teve uma infância feliz, até ao dia que teve de abandonar o ballet por ter as pernas tortas (erro que nunca foi corrigido pelas botas ortopédicas ora azuis ora castanhas, que usou até tarde). Sempre gostou muito de desenhar, tendo como maiores influências os filmes clássicos da Disney, a Barbie e o seu pai. Quando teve de escolher a sua área optou por artes, por não ter matemática, não fazendo ideia que teria de gramar com geometria descritiva. É recém-chegada no design e o seu sonho é ser uma designer de sucesso, trabalhando a partir do seu iate privado na marina da Costa Nova, na Ria de Aveiro.
João Gomes de Almeida

Divide o tempo entre a editora e revista on-line Nicotina, o Perguntas Proibidas na Rádio Europa e o seu pequeno bar / livraria Les Enfants Terribles, no Saldanha Residence. Já lançou dois livros, quer casar e ter filhos.
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Nuno Miguel Guedes

Nuno Miguel Guedes nasceu em Lisboa em 1964. Jornalista, esteve no inicio de O Independente, de onde saiu em 1990 para a revista Kapa, de que foi co-fundador e co-afundador. Escreve para várias publicações e é colaborador pemanente da revista Visão (cultura) Letrista sempre que o deixam, guionista de televisão, bloguista, DJ ocasional, anglófilo, fanático da Académica e de livros. Nos tempos livres pratica o dry martini.
Pedro Rainho

Nasceu no iníco da década de 60, na vila de Sintra. Filho de família aristocrata, cedo forçou-se a desiludi-la. Aos 14 anos já estava ilegalmente no MRPP, onde foi companheiro de luta académica de Durão Barroso, na Faculdade de Direito. Mal acabou o curso viu nascer Abril e ingressou no jornalismo. Tornou-se barbudo e descobriu o fado, a monarquia e os touros. Por esses quatro motivos entrou com o Nuno Miguel Guedes no PPM e dedicou-se ao jornalismo como paquete de Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso n'O Independente. Escreveu três ensaios sobre literatura russa medieval, traduzidos em mandarím e tchecheno. Deu aulas na Independente e consumiu marijuana com o comandante Zapata, durante uma fotoreportagem. Tudo isto é mentira - mas bem que podia ser verdade, não tivesse ele nascido na década de oitenta e ser um jovem jornalista precário. É o que dá ser novo.
Tomás Vasques

Advogado de profissão, não se deixou enclausurar em códigos e barras. Arrumado na prateleira da esquerda pela natureza das coisas, desenvolveu na juventude – ainda as mil águas de Abril não tinham chegado – gostos exóticos, onde se incluíam chineses, albaneses e charros alimados. Navegou por vários territórios: da pintura à América Latina, da escrita à actividade política. Gosta de rir, de cozinhar, de Roberto Bolaño, de amigos, cerveja e peixe fresco. Irrita-se com a intolerância e o autoritarismo. É agnóstico. Apesar da idade, ainda não perdeu o medo do escuro, do sobrenatural e das ditaduras.
 
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