29.12.08

 

O Portal Lisboa esteve à conversa com Pedro Lomba, um jovem multifaceta­do que durante muitos anos marcou a blogosfera portuguesa com os seus textos. Pedro Lomba é advogado, professor uni­versitário e cronista no Diário de Notícias. Marcou presença, como comentador, em vários órgãos de comunicação social, da rádio até televisão, pas­sando pelas revistas e pelos jornais. Partilhou o blog “Coluna Imfame” com Pedro Mexia e João Pereira Coutinho, depois disso esteve com Francisco José Viegas e novamente Pedro Mexia no blog “Fora do Mundo”. Alimentou durante alguns anos o “Vício de Forma” e há poucos meses fun­dou, desta vez só com Mexia o blog Gattopardo, que acabaria por nunca ter tido muita actividade. No seu já extenso percurso na blogosfera, Pedro Lomba, teve ainda a oportunidade de participar no blog “Pulo do Lobo”, de apoio à candidatura de Cavaco Silva a Belém. Promete voltar “quando tiver tempo”.

Vamos ver o que é que o Pedro pensa da blogosfera portuguesa.

 

PL- O Pedro Lomba é um ícone da blogosfera portuguesa, se quisermos ir mais longe, podemos afirmar que se trata de um homem da velha guarda. Ao que se

deve o facto de ter abandonado este mundo?

P.Lomba - Em primeiro lugar eu não sou ícone de nada. Se fosse um ícone de alguma coisa - o que é isso? - an­daria preocupado. E devo dizer que não abandonei a blogosfera. Sou leitor diário, talvez menos compulsivo do que no passado. Não tenho é tem­po neste momento para escrever.

 

PL - Neste momento, a blogosfera encontra-se em fase de crescimento. No entanto, há quem afirme que as novas tecnologias 2.0, como o hi5 e o facebook, vêm ameaçar a existência de blogs. Acha que a blogosfera atingiu o

seu pico ou poderá continuar a crescer?

P.Lomba - Não sei. Sigo uma blogosfera essencialmente de autor que é a que me interessa mais. Leio os blogues por afinidade de gosto ou de escrita. Não conheço a blo­gosfera para além disso. Sei que há milhentos blogues

especializados. É provável que a especialização continue a aumentar.

PL - O Pedro escreveu durante muitos anos na blogosfe­ra, paralelamente participou em programas da televisão e escreve no Diário de Notícias. No entanto, não limitou os seus “posts” ao comentário político, por exemplo no seu blog Vício de Forma tinha uma escrita mais intimista, quase pessoal. Acha que marcou a diferença por esse motivo?

P.Lomba - Não. Eu escrevia o que me apetecia, só isso. Mais ou menos intimista, como diz. Acho que quem es­creve em jornais ou na blogosfera, deve escrever o que lhe apetecer, independentemente do registo, do tom, dos temas. E no dia que deixar de ser assim, deve passar o lugar a outros. O Miguel Esteves Cardoso disse uma vez que o palco não existe. Ao fim de alguns anos a escrever em jornais e na blogosfera, percebi que o palco não exis­te mesmo. Escrevam o que vos apetecer.

PL - Já não escreve na blogosfera há algum tempo, mas os seus textos continuam espalhados pela net, exemplo disso é o “Fim da Amizade”. Para quando um regresso do Pedro Lomba?

P.Lomba - Não sabia que esse texto estava espalhado pela net. Curiosamente, hoje acho que o escrevia de ou­tra maneira. Como quase todos os meus textos. Escrever, para mim, é perder. Quan­do tiver tempo pode ser que crie outra vez um blogue. Mas agora não posso. Acabei um livro há meses, quero ver se acabo outro. Árvores também já plantei.

link do postPor João Gomes de Almeida, às 08:51  comentar

Ana Anes

Ana Anes nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta “bombista-literária” em que não se levando a sério - porque a vida já é demasiado pesada por si mesma...
Tem dois livros publicados, e já escreveu em vários órgãos de imprensa, como O Independente, Destak, DNA, Maxmen, Correio da Manhã e Playboy. Os seus blogues já deram muito que falar.
Ana Santiago

Primeiro queria ser médica de autópsias, depois teve a mania de ser jornalista e apaixonou-se pela rádio, acabou por dedicar-se ao serviço público e vive uma relação passional com Lisboa, como sede no poder local, onde editou a Agenda Cultural.
Licenciada em Comunicação, resignou-se ao facto de pouco mais saber fazer na vida do que comunicar, de manhã à noite, com toda a gente e, se mais ninguém houver por perto, com ela mesma. Acredita que é com o coração.
Cátia Simão

Foi em véspera de uma Sexta-Feira 13 de Setembro que sua mãe conheceu o rosto enrugado e percebeu que não era o David (sobre o qual) tanto conversara durante 9 meses. Daí para a frente foi muitos nomes a até se assentar como Cátia. Cresceu pensando que iria ser modista, mas não tinha muito jeito para fazer costuras e braguilhas. Virou-se para a arqueologia e seguiu outro caminho, a música, os filmes e a rádio. Seguiu-se dos seus amores de garota. Ainda hoje procura as agulhas do seu giradiscos portátil na bainha de um vestido rosa da moda. É muito feliz e gosta de sorrir.
Cláudia Köver

Tem os ensinamentos anglo-saxónicos cravados nas sardas e o amor às artes nas pontas dos dedos. O gosto pela manta das Relações Internacionais, adquirido pelos retalhos da herança familiar, consome-se nas almofadas do mestrado. Seguiu um coelho branco e calçou os saltos de jornalista EM que de momento lhe assentam os pés. Deixou pequenas pegadas nas páginas da “Pública”, da revista “Nós” do Jornal i, do Jornal Briefing e da televisão Arte. Incapaz de se manter fiel ao amor por um só par de sapatos, fez cursos em instituições europeias e teve aulas de representação em palco poeirento. Infelizmente, não teve dom para fazer dinheiro como viajante, mas soma este aos restantes vícios: desde a última tarde de 86 que não se inibe de sorrir e sonhar.
Inês Leão

Registada na bela freguesia de Mem Martins, Inês teve uma infância feliz, até ao dia que teve de abandonar o ballet por ter as pernas tortas (erro que nunca foi corrigido pelas botas ortopédicas ora azuis ora castanhas, que usou até tarde). Sempre gostou muito de desenhar, tendo como maiores influências os filmes clássicos da Disney, a Barbie e o seu pai. Quando teve de escolher a sua área optou por artes, por não ter matemática, não fazendo ideia que teria de gramar com geometria descritiva. É recém-chegada no design e o seu sonho é ser uma designer de sucesso, trabalhando a partir do seu iate privado na marina da Costa Nova, na Ria de Aveiro.
João Gomes de Almeida

Divide o tempo entre a editora e revista on-line Nicotina, o Perguntas Proibidas na Rádio Europa e o seu pequeno bar / livraria Les Enfants Terribles, no Saldanha Residence. Já lançou dois livros, quer casar e ter filhos.
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Nuno Miguel Guedes

Nuno Miguel Guedes nasceu em Lisboa em 1964. Jornalista, esteve no inicio de O Independente, de onde saiu em 1990 para a revista Kapa, de que foi co-fundador e co-afundador. Escreve para várias publicações e é colaborador pemanente da revista Visão (cultura) Letrista sempre que o deixam, guionista de televisão, bloguista, DJ ocasional, anglófilo, fanático da Académica e de livros. Nos tempos livres pratica o dry martini.
Pedro Rainho

Nasceu no iníco da década de 60, na vila de Sintra. Filho de família aristocrata, cedo forçou-se a desiludi-la. Aos 14 anos já estava ilegalmente no MRPP, onde foi companheiro de luta académica de Durão Barroso, na Faculdade de Direito. Mal acabou o curso viu nascer Abril e ingressou no jornalismo. Tornou-se barbudo e descobriu o fado, a monarquia e os touros. Por esses quatro motivos entrou com o Nuno Miguel Guedes no PPM e dedicou-se ao jornalismo como paquete de Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso n'O Independente. Escreveu três ensaios sobre literatura russa medieval, traduzidos em mandarím e tchecheno. Deu aulas na Independente e consumiu marijuana com o comandante Zapata, durante uma fotoreportagem. Tudo isto é mentira - mas bem que podia ser verdade, não tivesse ele nascido na década de oitenta e ser um jovem jornalista precário. É o que dá ser novo.
Tomás Vasques

Advogado de profissão, não se deixou enclausurar em códigos e barras. Arrumado na prateleira da esquerda pela natureza das coisas, desenvolveu na juventude – ainda as mil águas de Abril não tinham chegado – gostos exóticos, onde se incluíam chineses, albaneses e charros alimados. Navegou por vários territórios: da pintura à América Latina, da escrita à actividade política. Gosta de rir, de cozinhar, de Roberto Bolaño, de amigos, cerveja e peixe fresco. Irrita-se com a intolerância e o autoritarismo. É agnóstico. Apesar da idade, ainda não perdeu o medo do escuro, do sobrenatural e das ditaduras.