29.12.08

O Portal Lisboa esteve à conversa com Rodrigo Moita de Deus, uma das figu­ras mais carismáticas da blogosfera de direita em Portugal. Neste momento, é um dos participantes mais activos do blog “31 da armada”. Que como o mesmo caracteriza, du­rante a entrevista ao Portallisboa, é uma “pedrada no charco” na política portuguesa. Escritor e consultor de comunicação de reconhe­cido mérito, é acima de tudo um comunicador, no seu perfil do blog é descrito da seguinte forma: “Não acerta com a profissão e por isso já foi jor­nalista, publicitário, consultor, cronista, escritor, assessor e não obrigatoriamente por esta ordem. Adora escrever mas é viciado em política. É crítico do capitalismo selvagem, do liberalismo, do lucro, da exploração do homem pelo homem e da sub­valorização do papel da mulher. Por isso mesmo é de direita”. Mais à frente remata-se a descrição da seguinte forma: “Culto, sereno e inteligente, só perde as estribeiras quando lhe perguntam se é alguma coisa ao Moita Flores”.

Vamos então saber o que é que o Rodrigo Moita de Deus pensa da blogosfera portuguesa.

 

 

PL -O 31 da Armada não é um blog convencional. Como nasceu a ideia de fazerem os vídeos dos “Vaders” na invasão a Olivença e da mudança dos nomes das ruas de Lisboa?

RMD - O debate ideológico extrema com facilida­de. Há os bons e há os maus. Quase sempre a direita é má. Os vaders são isso mesmo. A mate­rialização irónica desse preconceito sobre a “mal­dade” da direita. Tudo o resto é querer dar uma pedrada no charco.

 

PL - O vosso blog é já um marco da direita por­tuguesa. Muitos dos blogs políticos de referência são de direita. Como explica o facto da força da blogosfera de direita em Portugal, não ser propor­cional nos media?

RMD - Se é verdade que a direita tem pouco tem­po de antena nos meios tradicionais a blogosfera é um escape. A necessidade obriga ao engenho.

 

PL - Para além de blogger e consultor de comuni­cação, o Rodrigo Moita de Deus é escritor, já com várias obras publicadas. Acha que a blogosfera pode servir de rampa de lançamento para novos autores na literatura portuguesa? Foi o seu caso?

RMD - Há lugar para tudo e para todos na blo­gosfera. A blogosfera é um meio sem quaisquer limites. É por isso natural que por lá se revelem novas pessoas, novas formas e novos talentos. A blogosfera é, por isso, também uma “cantera” úni­ca para a literatura. Onde os “pequenos” podem brincar e até ofuscar os “grandes”.

Curiosamente fiz o percurso inverso. Comecei a es­crever na blogosfera quando me encontrava “entre livros”. E ainda não voltei a editar desde que por lá ando. Hoje há mais pessoas que me conhecem por causa dos blogs que por causa dos livros.

 

PL - O Rodrigo é um dos rostos mais conhecidos da blogosfera portuguesa. Como analisa a for­te evolução sofrida pela blogosfera nos últimos anos?

RMD - A blogosfera, a internet, é um meio verda­deiramente extraordinário. Não temos limitações de espaço, como nos jornais, não temos limita­ções de tempo, como na televisão, não temos limitações de interacção, como na rádio. Tecnolo­gicamente é o único meio onde podemos cruzar a palavra escrita com a imagem e o som. Mais. É o único media cuja entrada é permitida no local de trabalho. Um meio assim só pode crescer. Suspei­to mesmo que só vamos no princípio. 

link do postPor João Gomes de Almeida, às 08:39  comentar

De historia del juego de apuestas a 29 de Julho de 2009 às 13:15
No estoy totalmente de acuerdo que la derecha no tenga los mismos medios o tiempos de antena, lo que pasa muchas veces es que no sabe como veicular ideas clave e poco tiempo, y en eso, las propagandas más de izquierda son mejores.

De Restaurantes em Lisboa a 21 de Março de 2011 às 09:13
E se não fosse o vosso amigo Paulo Portas, menos tempo teriam ainda...

Ana Anes

Ana Anes nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta “bombista-literária” em que não se levando a sério - porque a vida já é demasiado pesada por si mesma...
Tem dois livros publicados, e já escreveu em vários órgãos de imprensa, como O Independente, Destak, DNA, Maxmen, Correio da Manhã e Playboy. Os seus blogues já deram muito que falar.
Ana Santiago

Primeiro queria ser médica de autópsias, depois teve a mania de ser jornalista e apaixonou-se pela rádio, acabou por dedicar-se ao serviço público e vive uma relação passional com Lisboa, como sede no poder local, onde editou a Agenda Cultural.
Licenciada em Comunicação, resignou-se ao facto de pouco mais saber fazer na vida do que comunicar, de manhã à noite, com toda a gente e, se mais ninguém houver por perto, com ela mesma. Acredita que é com o coração.
Cátia Simão

Foi em véspera de uma Sexta-Feira 13 de Setembro que sua mãe conheceu o rosto enrugado e percebeu que não era o David (sobre o qual) tanto conversara durante 9 meses. Daí para a frente foi muitos nomes a até se assentar como Cátia. Cresceu pensando que iria ser modista, mas não tinha muito jeito para fazer costuras e braguilhas. Virou-se para a arqueologia e seguiu outro caminho, a música, os filmes e a rádio. Seguiu-se dos seus amores de garota. Ainda hoje procura as agulhas do seu giradiscos portátil na bainha de um vestido rosa da moda. É muito feliz e gosta de sorrir.
Cláudia Köver

Tem os ensinamentos anglo-saxónicos cravados nas sardas e o amor às artes nas pontas dos dedos. O gosto pela manta das Relações Internacionais, adquirido pelos retalhos da herança familiar, consome-se nas almofadas do mestrado. Seguiu um coelho branco e calçou os saltos de jornalista EM que de momento lhe assentam os pés. Deixou pequenas pegadas nas páginas da “Pública”, da revista “Nós” do Jornal i, do Jornal Briefing e da televisão Arte. Incapaz de se manter fiel ao amor por um só par de sapatos, fez cursos em instituições europeias e teve aulas de representação em palco poeirento. Infelizmente, não teve dom para fazer dinheiro como viajante, mas soma este aos restantes vícios: desde a última tarde de 86 que não se inibe de sorrir e sonhar.
Inês Leão

Registada na bela freguesia de Mem Martins, Inês teve uma infância feliz, até ao dia que teve de abandonar o ballet por ter as pernas tortas (erro que nunca foi corrigido pelas botas ortopédicas ora azuis ora castanhas, que usou até tarde). Sempre gostou muito de desenhar, tendo como maiores influências os filmes clássicos da Disney, a Barbie e o seu pai. Quando teve de escolher a sua área optou por artes, por não ter matemática, não fazendo ideia que teria de gramar com geometria descritiva. É recém-chegada no design e o seu sonho é ser uma designer de sucesso, trabalhando a partir do seu iate privado na marina da Costa Nova, na Ria de Aveiro.
João Gomes de Almeida

Divide o tempo entre a editora e revista on-line Nicotina, o Perguntas Proibidas na Rádio Europa e o seu pequeno bar / livraria Les Enfants Terribles, no Saldanha Residence. Já lançou dois livros, quer casar e ter filhos.
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Nuno Miguel Guedes

Nuno Miguel Guedes nasceu em Lisboa em 1964. Jornalista, esteve no inicio de O Independente, de onde saiu em 1990 para a revista Kapa, de que foi co-fundador e co-afundador. Escreve para várias publicações e é colaborador pemanente da revista Visão (cultura) Letrista sempre que o deixam, guionista de televisão, bloguista, DJ ocasional, anglófilo, fanático da Académica e de livros. Nos tempos livres pratica o dry martini.
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Nasceu no iníco da década de 60, na vila de Sintra. Filho de família aristocrata, cedo forçou-se a desiludi-la. Aos 14 anos já estava ilegalmente no MRPP, onde foi companheiro de luta académica de Durão Barroso, na Faculdade de Direito. Mal acabou o curso viu nascer Abril e ingressou no jornalismo. Tornou-se barbudo e descobriu o fado, a monarquia e os touros. Por esses quatro motivos entrou com o Nuno Miguel Guedes no PPM e dedicou-se ao jornalismo como paquete de Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso n'O Independente. Escreveu três ensaios sobre literatura russa medieval, traduzidos em mandarím e tchecheno. Deu aulas na Independente e consumiu marijuana com o comandante Zapata, durante uma fotoreportagem. Tudo isto é mentira - mas bem que podia ser verdade, não tivesse ele nascido na década de oitenta e ser um jovem jornalista precário. É o que dá ser novo.
Tomás Vasques

Advogado de profissão, não se deixou enclausurar em códigos e barras. Arrumado na prateleira da esquerda pela natureza das coisas, desenvolveu na juventude – ainda as mil águas de Abril não tinham chegado – gostos exóticos, onde se incluíam chineses, albaneses e charros alimados. Navegou por vários territórios: da pintura à América Latina, da escrita à actividade política. Gosta de rir, de cozinhar, de Roberto Bolaño, de amigos, cerveja e peixe fresco. Irrita-se com a intolerância e o autoritarismo. É agnóstico. Apesar da idade, ainda não perdeu o medo do escuro, do sobrenatural e das ditaduras.