8.8.09

A Maria João Pires, no Jugular, mostra alguma irritação para com o facto de terem passado 14 anos desde o brutal assassinato do jovem Alcino Monteiro no Bairro Alto e a imprensa continuar a referir-se ao mesmo como "cidadão cabo-verdiano" e não como "português".

Considero o racismo como o mais nojento de todos os preconceitos. No entanto, não compreendo qual o mal de dizermos que o Alcino Monteiro era um "cidadão cabo-verdiano". Tanto era que nasceu em Cabo Verde, tanto era que os pais são de lá. É verdade que se naturalizou português mas isso não lhe tira a "origem cabo-verdiana", que irrita a Maria João como irritou há uns anos o Rui Tavares. O Alcino Monteiro era tão português como o Deco ou o Pepe. Sobre isso há alguma dúvida?

Muitas pessoas, principalmente a extrema-esquerda de cérebro manchado por preconceitos, pode estar a pensar que realmente sou racista - mas não sou, nem um bocadinho. Acho que qualquer ser humano tem todo o direito a ser bem tratado, a ter assistência social e protecção por parte do estado português, independente de onde vem e para onde vai, da cor da pele, da orientação sexual e de tudo o resto. Não suporto é o preconceito da extrema-esquerda.

link do postPor João Gomes de Almeida, às 13:23  comentar

De Rui Monteiro a 9 de Agosto de 2009 às 22:41
A mim faz-me alergia a extrema-esquerda tão cheia de bolor ideológico ao ponto de se enterrarem por completo quando tentam defender os direitos dos outros ...
Deixei o seguinte comentário à Maria João Pires !

p.s. : ela que se informe antes de dar uma bacorada


Chiça ???

A mim faz-me confusão alguém estar preocupado com a origem geográfica da pessoa e não estar preocupado com a sua identidade ! Acho uma falta de sensibilidade apelidar alguém de cor como "negro", para quem não sabe dizer isso a alguém de cor é ofende-lo ! O simples facto de "negro" tem conotação da escravatura ao contrário de "preto" que eles preferem e conhecem como sinal de respeito.
Não sou de modo nenhum racista ao longo da vida tive amigos de pretos que sempre me respeitaram pelo facto de os tratar como iguais ... Facto que não podemos de forma alguma escamotear é o profundo racismo existente em África entre as várias etnias, quem veio de lá ou tem familiares sabe bem o que digo ... sinal profundo desse fosso foi o massacre no Ruanda.
Quanto ao resto preocupem-se com os vivos porque dos mortos já não há nada a fazer ...

De Katya Aragão a 30 de Setembro de 2009 às 10:05
Já reparou que quando se trata de um atleta de origem africana, e que quando faz algo de bom pelo país, como ganhar medalhas, como exemplo, temos Nélson Évora, a origem cabo-verdiana dele nunca é referida. No entanto, também ele tal como Alcino Monteiro tem pais cabo-verdianos, e naturalizou-se português. Caso ele fizesse algo de mal, a sua origem já seria referida. Para mim, é muita hipocrisia.

De hugo a 12 de Maio de 2010 às 22:25
Toda a gente acha que sabe tudo sobre tudo e toda a gente faz juízos de valor sobre tudo, toda a gente põe tudo o que sabe e não sabe em blogs e toda a gente acha que têm algo a dizer que se aplica a tudo. Todos os anos amassam mais um bocadinho no Alcino Monteiro. Amassadinho que nem uma panqueca. Até já dá sono. Vou dormir. E amanhã quando acordar também vou fazer um blog.

Ana Anes

Ana Anes nasceu em Lisboa a 2 de Abril de 1973, com o cordão umbilical bem preso no pescoço. Pode-se dizer que é uma sobrevivente (alegre) e, como tal, decidiu festejar a vida com um carácter irreverente, livre de constrangimentos e da opinião alheia, com uma faceta “bombista-literária” em que não se levando a sério - porque a vida já é demasiado pesada por si mesma...
Tem dois livros publicados, e já escreveu em vários órgãos de imprensa, como O Independente, Destak, DNA, Maxmen, Correio da Manhã e Playboy. Os seus blogues já deram muito que falar.
Ana Santiago

Primeiro queria ser médica de autópsias, depois teve a mania de ser jornalista e apaixonou-se pela rádio, acabou por dedicar-se ao serviço público e vive uma relação passional com Lisboa, como sede no poder local, onde editou a Agenda Cultural.
Licenciada em Comunicação, resignou-se ao facto de pouco mais saber fazer na vida do que comunicar, de manhã à noite, com toda a gente e, se mais ninguém houver por perto, com ela mesma. Acredita que é com o coração.
Cátia Simão

Foi em véspera de uma Sexta-Feira 13 de Setembro que sua mãe conheceu o rosto enrugado e percebeu que não era o David (sobre o qual) tanto conversara durante 9 meses. Daí para a frente foi muitos nomes a até se assentar como Cátia. Cresceu pensando que iria ser modista, mas não tinha muito jeito para fazer costuras e braguilhas. Virou-se para a arqueologia e seguiu outro caminho, a música, os filmes e a rádio. Seguiu-se dos seus amores de garota. Ainda hoje procura as agulhas do seu giradiscos portátil na bainha de um vestido rosa da moda. É muito feliz e gosta de sorrir.
Cláudia Köver

Tem os ensinamentos anglo-saxónicos cravados nas sardas e o amor às artes nas pontas dos dedos. O gosto pela manta das Relações Internacionais, adquirido pelos retalhos da herança familiar, consome-se nas almofadas do mestrado. Seguiu um coelho branco e calçou os saltos de jornalista EM que de momento lhe assentam os pés. Deixou pequenas pegadas nas páginas da “Pública”, da revista “Nós” do Jornal i, do Jornal Briefing e da televisão Arte. Incapaz de se manter fiel ao amor por um só par de sapatos, fez cursos em instituições europeias e teve aulas de representação em palco poeirento. Infelizmente, não teve dom para fazer dinheiro como viajante, mas soma este aos restantes vícios: desde a última tarde de 86 que não se inibe de sorrir e sonhar.
Inês Leão

Registada na bela freguesia de Mem Martins, Inês teve uma infância feliz, até ao dia que teve de abandonar o ballet por ter as pernas tortas (erro que nunca foi corrigido pelas botas ortopédicas ora azuis ora castanhas, que usou até tarde). Sempre gostou muito de desenhar, tendo como maiores influências os filmes clássicos da Disney, a Barbie e o seu pai. Quando teve de escolher a sua área optou por artes, por não ter matemática, não fazendo ideia que teria de gramar com geometria descritiva. É recém-chegada no design e o seu sonho é ser uma designer de sucesso, trabalhando a partir do seu iate privado na marina da Costa Nova, na Ria de Aveiro.
João Gomes de Almeida

Divide o tempo entre a editora e revista on-line Nicotina, o Perguntas Proibidas na Rádio Europa e o seu pequeno bar / livraria Les Enfants Terribles, no Saldanha Residence. Já lançou dois livros, quer casar e ter filhos.
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Nuno Miguel Guedes

Nuno Miguel Guedes nasceu em Lisboa em 1964. Jornalista, esteve no inicio de O Independente, de onde saiu em 1990 para a revista Kapa, de que foi co-fundador e co-afundador. Escreve para várias publicações e é colaborador pemanente da revista Visão (cultura) Letrista sempre que o deixam, guionista de televisão, bloguista, DJ ocasional, anglófilo, fanático da Académica e de livros. Nos tempos livres pratica o dry martini.
Pedro Rainho

Nasceu no iníco da década de 60, na vila de Sintra. Filho de família aristocrata, cedo forçou-se a desiludi-la. Aos 14 anos já estava ilegalmente no MRPP, onde foi companheiro de luta académica de Durão Barroso, na Faculdade de Direito. Mal acabou o curso viu nascer Abril e ingressou no jornalismo. Tornou-se barbudo e descobriu o fado, a monarquia e os touros. Por esses quatro motivos entrou com o Nuno Miguel Guedes no PPM e dedicou-se ao jornalismo como paquete de Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso n'O Independente. Escreveu três ensaios sobre literatura russa medieval, traduzidos em mandarím e tchecheno. Deu aulas na Independente e consumiu marijuana com o comandante Zapata, durante uma fotoreportagem. Tudo isto é mentira - mas bem que podia ser verdade, não tivesse ele nascido na década de oitenta e ser um jovem jornalista precário. É o que dá ser novo.
Tomás Vasques

Advogado de profissão, não se deixou enclausurar em códigos e barras. Arrumado na prateleira da esquerda pela natureza das coisas, desenvolveu na juventude – ainda as mil águas de Abril não tinham chegado – gostos exóticos, onde se incluíam chineses, albaneses e charros alimados. Navegou por vários territórios: da pintura à América Latina, da escrita à actividade política. Gosta de rir, de cozinhar, de Roberto Bolaño, de amigos, cerveja e peixe fresco. Irrita-se com a intolerância e o autoritarismo. É agnóstico. Apesar da idade, ainda não perdeu o medo do escuro, do sobrenatural e das ditaduras.